
No que ele afirma ser seu último discurso como funcionário da Microsoft, Bill Gates voltou a alguns de seus temas comuns em uma apresentação para quem ele chamou de seu público – os desenvolvedores – na conferência anual da companhia TechEd. “É a primeira vez que mudo realmente minha carreira desde os meus 17 anos”, disse Gates, com o que pareceu ser um sorriso genuinamente reflexivo.
Sua apresentação foi, em linhas gerais, de um keynote padrão e estóico de Gates, com referências ao quanto a indústria mudou desde que ele fundou a Microsoft junto com Paul Allen há mais de 30 anos.
Mas, ao mesmo tempo em que Gates falava de seus temas favoritos – desenvolvimento de software com maior interação homem-máquina e facilidade de uso para todos -, focava também em como a Microsoft aborda o desenvolvimento de software atualmente.
Mais significativamente, Gates falou sobre como a modelagem vai transformar o desenvolvimento de software para os clientes da Microsoft, especialmente quanto à forma como o ciclo de vida do desenvolvimento de software é gerenciado. “Com o tempo, os códigos vão ficando mais complicados, e você quer ser ágil e mudar isso”, disse. “Esta é definitivamente uma área aberta a melhorias.”
Gates levou ao palco o técnico Brian Harry para demonstrar alguns dos progressos que a Microsoft já conseguiu em sua estratégia de modelagem, projeto de codinome Oslo. A companhia pretende lançar as primeiras versões para testes de uma linguagem, repositório e ferramentas de modelagem por volta de outubro, durante sua conferência anual de desenvolvedores profissionais.
Harry demonstrou novas ferramentas denominadas Architecture Explorer e Architecture Layer Diagram, que permitem aos arquitetos e desenvolvedores certificarem-se de que o código está de acordo com as especificações da arquitetura. A Architecture Explorer permite que aos profissionais visualizar a lógica da aplicação no código, enquanto a Architecture Layer Diagram mostra como a lógica da aplicação deve ser. As aplicações também permitem aos desenvolvedores validar código e criar uma política técnica para validação do código antes que ele seja conferido no sistema.”Você pode pegar uma aplicação na qual nunca trabalhou antes, usar uma ferramenta de modelagem para a aplicação e extração de um modelo, fazer mudanças e ter certeza que ela é válida”, explicou Harry.
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