
Somente em janeiro deste ano, a distribuição já chegou 7 milhões de doses, mais da metade de tudo o que foi distribuído aos Estados durante o ano de 2007. O total da população que vive em áreas de risco é de 35 milhões de pessoas.
“Levantamentos retrospectivos sobre a vacina apontam mais de 400 efeitos adversos pós vacinal (EAPV). São listados sintomas como febre acima de 39º, vômito, enrijecimento dos músculos, alergia e problemas neurológicos. A secretaria reitera que a vacina protege a população, mas não é inócua. Quando tomada em seu devido tempo, ou seja a cada 10 anos, os efeitos adversos são mínimos. Os EAPV podem ser intensificados se houver revacinação desnecessária, não sendo requerido reforço”, alerta Gerson Penna, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Nesta segunda-feira, a secretaria enviará ofício para pedir que as secretarias estaduais de saúde reforcem o alerta à população sobre os possíveis riscos de revacinação contra a febre amarela. A medida foi tomada após a análise da vacinação nos estados e a notificação recebida de que 31 pessoas apresentaram efeitos adversos, incluídas possíveis revacinações. Dois estão em estado grave. Hoje, foi entregue documentação comprovando que uma pessoa, nos últimos 4 anos, vêm tomando a vacina contra a febre amarela seqüencialmente.
Atualização dos casos
O Estado de Goiás confirmou, neste sábado, mais dois casos de febre amarela silvestre, sendo de uma pessoa em recuperação e outro de uma morte ocorrida no dia 4 de janeiro. Além disso, foram descartados mais três casos e outros quatro entraram em investigação.
No total, das 33 notificações de casos suspeitos de febre amarela silvestre encaminhadas pelas secretarias estaduais de saúde, 12 foram confirmados (sendo 8 mortes), 14 foram descartadas e 7 permanecem em investigação.
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